Faz muito tempo que não posto nada no blog. Eu até quis postar, mas estive com tantos problemas pessoais e emocionais que me causaram um bloqueio criativo, eu não conseguia escrever, nem sentia vontade para tal. Prometo em breve postar uma poesia nova. Mas por ora, decidi postar um poema que eu acho belíssimo e que sempre conseguiu expressar meus sentimentos. O poema é de Fabrício Carpinejar.
Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,Tudo que vivi foi muito profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente, rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
Desculpa se te olho profundamente, rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.
Te olhando profundamente.
A primeira vez que vi o poema estava na magnifica interpretação de Ana Carolina, seguida de sua música: É isso aí. Então, para deleite aqui o video:
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