domingo, 17 de fevereiro de 2013

Numa Conversa Qualquer... nº02

Ele: Eu não estava com a cabeça no lugar... eu estava louco por você, mas eu não sabia o que fazer, não sabia como me expressar... e te perdi.
Ela: Me perdeu... E achou melhor desistir, não é mesmo?!
Ele: Resolvi me afastar por que o que eu estava fazendo era errado, e você sentiu isso.
Ela: Errado como?
Ele: Eu estava com a cabeça quente, com pensamentos distantes, recuperando meus ombros e sentidos... Meu coração estava despedaçado...
Ela: Eu também. Mas enquanto eu lutava contra mim mesma para recuperar minha sanidade, eu tentava te curar e te afastar do passado que te causava dor.
Ele: Durante longos seis anos, fizeram uma cratera na minha alma e coração. Mas, com você, eu pude ver o que precisava mudar nessa história.
Ela: Você é amargurado demais e mal sabe o que é dor. Eu sei o que é, eu conheço e carrego várias feridas. Eu queria te preparar para o pior, pois o mundo é destrutivo demais. Mas, você se esconde. Jamais ficará forte, se continuar com todo esse medo de sofrer.
Ele: Não, hoje eu não estou mais amargurado assim. Aprendi a sofrer com os murros que a vida me deu. Pensar, refletir e agir é o meu lema agora.
Ela: Compreendo... Pena que na vida das pessoas sirvo apenas de rito de passagem. Sou apenas mais uma experiência e aprendizado.
Ele: Pena que para as pessoas sou apenas mais uma passagem de nível.
Ela: Somos apenas degraus de uma coisa maior...
Ele: Infelizmente...
Ela: Não merecemos a felicidade, apenas almejamos. Se o mundo é tão cruel, me questiono se vale a pena viver nele.
Ele: ...
Ela: ...

Numa Conversa Qualquer... nº01

Ela: Me sinto triste. Estou vivendo um dia após o outro apenas como uma sucessão de fatos, esperando algo acontecer...
Ele: Ando vivendo dia após dia... Observando e ao mesmo tempo refletindo sobre o que fiz e posso fazer, onde eu errei e onde posso acertar.
Ela: Somos arrastados por uma corrente sem saber aonde vai nos levar.
Ele: Essa corrente se chama destino. Onde o que existe hoje, pode não existir amanhã, pois a corrente é incerta...
Ela: Viver na incerteza é tão doentio e tóxico quanto a ilusão. O mundo é uma grande roleta e vivemos em função das apostas.
Ele: A incerteza é o mal do mundo, por isso que as pessoas sofrem... é doentio pois elas se acostumam geralmente com o que lhe causa dor. 
Ela: As pessoas abandonam a razão, vivendo impulsivamente e momentaneamente.
Ele: É a ponte entre a razão e o coração.
Ela: Estou em pé nessa ponte esperando alguém me guiar.
Ele: Estou na ponta dela, esperando e refletindo...
Ela: Refletindo sobre o que? 
Ele: Sobre meus planos, sobre o que fiz e o que farei também. Às vezes o que almejamos é movimentado assim, como as gotas de chuva que o vento sopra.
Ela: ...O cerco se fechou para mim. Olho para baixo e me imagino pulando da ponte.
Ele: Por quais motivos?
Ela: O mundo, a dúvida e a insegurança que me apavoram... Quero ir pra bem longe.
Ele: ...