segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Nênia- Por Romana Guimarães

Ouço a nênia a todo instante
E sinto que estou morrendo
Meu coração palpitante e frágil
Por dentro está se corroendo

E eu atônita e sozinha rezo
Desejando apenas gritar
E eu me sinto tão aflita e acho
Que prefiro me matar

Parece ímpeto da minha parte
Mas não me trate com rispidez
Pois um dia o escárnio que me abate
Acabará comigo de vez

Quando eu fria e morta ficar
Não venha chorar em meu túmulo
Pois as brumas podem te cercar
E comigo andará sem rumo

De mim não irá escapar
Pois eu sou inexorável
Pode correr e tentar gritar
Minha prisão e inabalável

Inerme se tornará
Assim estará preso a mim
Quando meus lábios tocar
Não há mais volta, é o fim.