domingo, 6 de novembro de 2011

 "Você tremia em minhas mãos 
Me deixando louca para te tocar  
Mau conseguia me encarar nos olhos 
Enquanto me agarrei em seu olhar. 


Nossas mãos entrelaçadas, 
Nossos lábios consumidos,
Palavras entrecortadas, 
Que fazem todo o sentido. 


Aspirei suas sensações, 
Me envolvi com as emoções,
Lutei contra as razões 
Logo me deixei levar. 


O tempo pode correr, 
Mas juntos torna-se lento, 
Eu quero te enlouquecer 
Nesse meu doce alento.


Beijos de boa noite
A lenta separação 
Este é o fim por hoje
Dessa estranha relação."


Romana Guimarães

segunda-feira, 29 de agosto de 2011


Um só - Por Romana Guimarães

Entre quatro paredes
Somos só eu e você
Os medos ficam lá fora
Nada podemos temer

Nos deixamos envolver
Pela música a tocar
Mãos dadas a meia luz
Nossos passos à bailar

Mergulhando em seus lábios
Respirando o seu ar
Me embriago com o seu cheiro
Nos seus braços me entregar

Já não há mais timidez
Perdidos nessa paixão
Somos dois loucos amantes
Entregues a sedução

Nossos corpos entrelaçados
Formam um quadro perfeito
A real felicidade
Refletida no espelho

O seu delicado toque
No meu corpo sem pudor
E eu te aperto de desejo
Juntos em completo ardor

Sussurros no meu ouvido
Suas frases me enlouquecem
Juntos formamos um só
Nossos corpos estremecem

Esse é um amor sem preceitos
Em explosões de sensações
Já não há como separar
A união dos nossos corações.



Te quero - Por Romana Guimarães

Penso em ti e logo vejo
O futuro que se alinha
Te amando eu me perco
Em tentação e agonia

Desejando sua presença
Não posso mais suportar
A lembrança dos teus beijos
Que vem pra me torturar

Ainda sinto o seu cheiro
Impregnado no meu ser
E se eu fecho os meus olhos
Sua imagem posso ver

Quando ouço sua voz
Meu corpo se arrepia
E quando diz que me ama
Minha alma inebria

Fiz de tudo pra ser forte
Mas ainda sou tão fraca
Pois você que é minha força
Os passos na minha jornada

A saudade não me mata
Mas me faz enlouquecer
Não quero mais esperar
Eu não vivo sem você.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011



Distância – Por Romana Guimarães

Estou sem imunidade
Brigando com a saudade
Lutando com a vontade
De querer te encontrar

Discutindo com o tempo
Lembrando dos momentos
Pensando no deslumbramento
Que tenho ao te olhar

Me admira meu destino
Amar este menino
Que me arranca suspiros
Faz meu corpo arrepiar

Sentimento relevante
Que une esses dois amantes
Que apesar de tão distantes
Continuam a se amar

Que com ardor no coração
Brincando de sedução
Sempre tenho a sensação
De ao seu lado sempre estar.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Presa - Por Romana Guimarães

Quando em ti eu esbarrei 
Nos seus olhos desvaneci
Logo ali me encontrei
E ali eu me perdi

Em seus braços me aninhei
Me sentindo tão segura
Precisei me beliscar
Pra saber se era loucura

Fui me deixando levar
Te amando sem saber
Como uma criança a brincar
Me entreguei toda à você

Os meus medos e loucuras
Ali quis desapegar
Não me senti insegura
Eu só quis te desejar

Nesse sonho estou vivendo
Já não quero acordar
Eu estou presa à você 
Não posso mais escapar.







Onde? - Por Romana Guimarães

Meu futuro é tão incerto 
Meu medo vem me abalar
Meu destino está na mesa
Junto aos dados à rolar

No conflito dos meus sonhos
Com a realidade a se erguer
Eu me perco em desespero 
Já não sei o que fazer

Tudo aqui está em jogo
Não posso mais caminhar
Minhas pernas estão fracas
Sinto que vou desabar

Onde foi parar minha força?
Será que estou cansada?
A batalha foi tão longa
Que não aguento mais nada

Quero fechar os meus olhos
Ao descanço me entregar
Navegar em minha mente
E meu barco ancorar

Acordar outra pessoa
O que eu fui abandonar
Acabei de abrir minhas asas
Mas pra onde vou voar?



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Desculpa

Faz muito tempo que não posto nada no blog. Eu até quis postar, mas estive com tantos problemas pessoais e emocionais que me causaram um bloqueio criativo, eu não conseguia escrever, nem sentia vontade para tal. Prometo em breve postar uma poesia nova.  Mas por ora, decidi postar um poema que eu acho belíssimo e que sempre conseguiu expressar meus sentimentos. O poema é de Fabrício Carpinejar.

Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente, rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente.

A primeira vez que vi o poema estava na magnifica interpretação de Ana Carolina, seguida de sua música: É isso aí. Então, para deleite aqui o video: